terça-feira, 9 de agosto de 2011

oficina pedagógica

UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA - UNEB
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS HUMANAS E
TECNOLOGIAS
DCHT- CAMPUS XVI – PROESP - IRECÊ


DENISE LIMA
ERNANDO PINHEIRO
MEIRE RIBEIRO
NELMA BARBOSA
NOELI RIBEIRO



ATIVIDADE COMPLEMENTAR DO COMPONENTE GEOGRAFIA
RURAL




IRECÊ-BA
JULHO - 2011




UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA - UNEB
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS HUMANAS E
TECNOLOGIAS
DCHT- CAMPUS XVI – PROESP - IRECÊ




DENISE LIMA
ERNANDO PINHEIRO
MEIRE RIBEIRO
NELMA BARBOSA
NOELI RIBEIRO



ATIVIDADE COMPLEMENTAR DO COMPONENTE GEOGRAFIA
RURAL



Atividade complementar desenvolvida como requisito avaliativo do componente Geografia Rural da turma do PROESP de Licenciatura em Geografia da Universidade do Estado da Bahia, sob a orientação do professor Msc. Jean Santos.




IRECÊ-BA
JULHO - 2011






SUMÁRIO

1- PROJETO........................................................................................................ 04

2-RELATÓRIO.................................................................................................... 07

3- CONSIDERAÇÕES FINAIS.......................................................................... 11

4- REFERÊNCIAS............................................................................................... 12

5- ANEXOS..........................................................................................................13
   



 

JUSTIFICATIVA:

A questão agrária é um problema complexo, e que está presente no nosso dia-a-dia, manifestando-se de diversas maneiras: nas ocupações e nos acampamentos, nas estradas e nas manchetes de todas as mídias que explicitaram sua conflitualidade.
Neste contexto, faz-se necessário que nós educadores, tenhamos por obrigação debater com nossos alunos o poder que a mídia tem de manipula informações e deturpar conhecimentos.

OBGETIVO GERAL:

• Desenvolver atividades pratica que possibilitem repensar a credibilidade da mídia com o objetivo de aguçar a percepção de que ela exerce uma brutalidade midiática.

OBJETIVOS ESPECIFICOS:

• Discutir as problemáticas que envolvem a questão agrária brasileira;
• Refletir sobre as múltiplas faces da mídia;
• Conhecer a importância dos movimentos sociais, bem como os desafios para o alcance de seus objetivos.




PLANO DE AÇÃO

Local: Escola Municipal José Búzio de Carvalho
Data: 28/07/2011 Publico alvo: turma do 9º ano
Mediadores: Denise Lima, Ernando Pinheiro, Meire Ribeiro,Nelma Barbosa e Noeli Ribeiro



HORA :     13h10min
       
ATIVIDADE: Recepção dos participantes

PROCEDIMENTOS:    Apresentação do projeto

RECURSOS: Data show ,Computador

HORA :13h20min 

ATIVIDADE: Abertura oficial do encontro

PROCEDIMENTOS: Dinâmica do amor,Cordel da reforma agrária

RECURSOS:Voz,Computador,Data show

HORA: 13h40min

ATIVIDADE: palestra

PROCEDIMENTOS:  Apresentar a temática questão agrária através de slides e exposição participada

RECURSOS: Data show, Computador

HORA:14h40min

ATIVIDADE:Palestra

PROCEDIMENTOS: Apresentar a temática, (MST), movimento dos trabalhadores rurais, através de slides e exposição participada

RECURSOS: Data show, Computador

HORA:15h10min.

ATIVIDADE: Intervalo

PROCEDIMENTOS: Lanche

RECURSOS :   Pastel e refrigerante

HORA: 15h20min.

ATIVIDADE: Vídeo de reflexão

RECURSOS: Data show, Computador

HORA: 15h30min.

ATIVIDADE: Palestra

PROCEDIMENTOS: Apresentar a temática: as notícias midiáticas e seus impactos no espaço rural, através de exposição participada.

RECURSOS: Data show, Computador

HORA:16h10min

ATIVIDADE: Trabalho em grupo

PROCEDIMENTOS:  Discussão e aprofundamento dos temas através da leitura de textos, orientado com roteiro de questões a serem respondidas pelo grupo.

RECURSOS: Texto impresso.

HORA: 17h00min.

ATIVIDADE: Socialização dos trabalhos

PROCEDIMENTOS: Apresentação dos roteiros de questões

RECURSOS: Papel metro

HORA: 17h20min

ATIVIDADE: Avaliação do encontro

PROCEDIMENTOS: Preenchimento da ficha de avaliação

RECURSOS: Ficha impressa



RELATÓRIO DA OFICINA PEDAGÓGICA


Aos dezesseis dias do mês de julho de dois mil e onze, foi dado início aos trabalhos complementares do PROESP de licenciatura em Geografia da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), ministrado pelo professor formador Msc. Jean Santos do componente curricular Geografia Rural. A qual consistia no planejamento, execução e postagem em blog de uma oficina pedagógica, cujo tema era as notícias midiáticas e seus impactos no meio rural.
O encontro seguinte foi para a socialização do material pesquisado e para planejamento do projeto da oficina, no qual ficaram definidas as temáticas das palestras (Questão Agrária; Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST); e As Notícias Midiáticas e Seus Impactos No Meio Rural) as quais foram ministradas pelos professores-alunos.
No dia vinte e oito do mesmo mês e ano, deu-se a realização da oficina, cujo público alvo foi os alunos do nono ano do ensino fundamental II da escola Municipal José Búzio de Carvalho, localizada no povoado de Rio Verde 1, no município de Itaguaçu da Bahia. A mesma teve início às 13h 10min com a apresentação do projeto. Em seguida, oficializou-se o encontro com a dinâmica do amor. Após a dinâmica, deu-se continuidade ao evento com a leitura do cordel da reforma agrária como introdução ao tema da primeira palestra. A qual teve como foco principal a história da reforma agrária brasileira, bem como as leis e órgãos responsáveis por administrar a mesma.
No primeiro momento a palestrante comentou sobre os confrontos que ocorrem entre o MST e os seguranças dos grandes latifundiários, mostrando a resistência dos proprietários dos latifúndios na questão agrária, como sendo uma das barreiras enfrentadas para a realização da reforma agrária no Brasil. E que nos lembra a história da divisão injusta de terra em nosso país no inicio da colonização e que se estendeu até o período republicano quando as famílias poderosas subiram ao poder e lá se mantiveram por muito tempo.
No segundo momento, relatou sobre a distribuição de terra. Segundo os historiadores, a distribuição de terras era utilizada como meio de ocupar as áreas desabitadas e principalmente para facilitar o controle do território e por fim o uso agrário para produzir produtos tropicais apreciados na Europa. Essa distribuição de terra era feita pala coroa portuguesa, que repassava o direito da terra de acordo com a confiança, convivência e interesse. Com a Independência do Brasil, a democratização de imóveis rurais ocorreu através da lei do mais forte, resultando em grande violência e concentração de terras para poucos proprietários e esse problema tem se prolongado até os dias atuais.
No entanto, a reforma agrária no Brasil é lenta e enfrenta barreiras, mas mesmo assim os trabalhadores rurais sem terra organizados pelo MST e por outras instituições que apóia o movimento juntamente com o INCRA têm realizado muitas conquistas e assegurado muitas famílias carentes na terra onde produzem seus próprios alimentos facilitando a vida daquelas que não tinha onde plantar. O INCRA tem feito essas realizações através da compra da terra, apesar de ser uma das formas criticadas pela união, pois esta ao pagar pelo imóvel rural proporciona as condições para permitir a reconversão do dinheiro retido na terra em dinheiro disponível para os capitalistas proprietários de terras.
Para finalizar a primeira temática, a segunda palestrante deu reforço dizendo que a questão agrária teve início com a criação das capitanias hereditárias em 1500, mediante o sistema de sesmaria, a qual era utilizada para delimitar terrenos onde a coroa portuguesa distribuía pedaços de terra para quem se dispusesse plantar e que ao longo contribuía com um sexto da produção apurada. Com isso surgiram os latifúndios.
A segunda palestra cujo tema era o MST, consistiu em abordar, além de sua historicidade, os objetivos, sua função social, bem como os métodos adotados para reivindicar seus direitos.
Após a segunda palestra houve um intervalo de aproximadamente vinte minutos para o lanche. Após o mesmo, o público assistiu ao vídeo “Banditismo do MST” _ uma reportagem de Felipe Almeida, exibida no jornal Bom dia Brasil na TV Globo de televisão. O qual mostrava o confronto entre o MST e os seguranças de uma fazenda em Belém. O mesmo serviu de subsídio para a introdução para a terceira palestra, cujo tema era “Questão Agrária: As notícias midiáticas e seus impactos no meio rural”.
Com esta palestra, tentou-se mostrar ao público que nem todo acontecimento pode virar notícia e que devido à competição existente entre as redes de comunicação em massa, a agilidade e a credibilidade dos fatos são imprescindíveis para que uma notícia repercuta na mídia. Para tanto, a rede informativa precisam dar prioridades às fontes ditas oficiais, isto é, as fontes que detêm mais poder político e econômico. Além de deixar claro que, por trás de cada fonte existe sempre um jogo de interesse particular.
Em relação à mídia e o MST, os estudos mostraram que, como este movimento não tem pode aquisitivo, então ele precisa “encenar suas reivindicações, torná-las fotografáveis e oferecer á imprensa os elementos que confirmarão sua natureza”. (BEGER, 1998:11. apud. MELO, 2006:7). Neste contexto o que seria uma imagem negativa, o MST tenta reverter a seu favor.
Outro ponto abordado foi o ponto de vista da bancada ruralista diante do anúncio do então ex-presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, quanta à necessidade de atualizar os índices de produtividade da terra. Com o intuito de derrubar a iniciativa governamental, os mesmos usaram da mentira e de argumentos falaciosos. Além de tentar manipular a opinião pública. Por outro lado, a CPT nacional (comissão pastoral da terra), vai a público e desmente os dados apresentados pela bancada ruralista e parabeniza a iniciativa do presidente.
Em fim, a palestra trouxe dados concretos que comprovaram que toda essa “charlantice intelectual” que a mídia tenta demonstrar à Sociedade prejudica consideravelmente o avanço da reforma agrária. Não por desacreditá-la, mas por impedir que se discutam seus reais problemas. Para tanto, foram apresentados vários exemplos concretos da realidade midiática como: citações de reportagem de jornal impresso onde os métodos do MST eram criticados a todo o momento. Além de considerar seus membros vagabundos, baderneiros e que investir o dinheiro público em reforma agrária é um desperdício, etc.
Ao finalizar a última palestra, deu-se início aos grupos de trabalho onde cada equipe apoiada em texto impresso, tinha que refletir e responder a uma questão norteadora. E após a conclusão dos trabalhos houve a socialização dos mesmos.
A partir da socialização dos trabalhos foi constatado que os objetivos foram alcançados além de que, a reflexão da turma a cerca dos temas abordados, também foi surpreendente.
Para finalizar o encontro, realizou-se uma mine avaliação da oficina, onde os alunos tiveram que preencher uma ficha dizendo o que parabenizava e criticava. Além de deixar sugestões para os próximos encontros que por ventura deverão acontecer.






CONSIDERAÇÕES FINAIS

Apesar de o processo ser árduo e complexo, o planejamento e execução da oficina nos possibilitou maior aprofundamento dos conhecimentos adquiridos anteriormente no componente curricular Geografia Rural a cerca da problemática que envolve a questão Agrária brasileira.
Apesar de já termos vivenciado anteriormente a experiência de planejar e desenvolver oficinas, mesmo assim, tivemos algumas dificuldades quanto à seleção do material a ser utilizado, isso devido à complexidade do tema “questão agrária”. No entanto, foi bastante prazeroso ver o resultado e principalmente, sentir a sensação de dever cumprido.
O fato de sermos os palestrantes também fez muita diferença, pois, aprende-se muito mais à medida que se ensina. Isso porque cada palestrante precisa estudar e se preparar para que os objetivos possam ser alcançados. E por ser de caráter ensino-aprendizagem, a oficina pedagógica é uma atividade avaliativa bastante eficaz, devido ao fato de que ensina e aprende, avalia e é avaliado, possibilitando ao indivíduo crescer tanto profissionalmente quanto pessoalmente.



REFERÊNCIAS

1- MILHOMENS, Lucas. MST, Esfera Pública e Ciberativismo: um novo espaço para o debate. Disponível em: http://www.insite.pro.br/P%C3%A1ginas%20novas/mst_ciberativismo_milhomens.pdf.
2- RAMIRO, A.P. Versões da reforma agrária: a mídia e o MST numa ocupação de terra no Pontal. Disponível em:
http://www.uel.br/grupo-pesquisa/gepal/segundosimposio/patriciaalvesramiro. pdf.
3- RIBEIRO, L. Helton. Manada midiática: O pensamento único e Reforma Agrária. Disponível em:
http://www.mst.org.br/node/1584.
4- MELO P.R. A Participação da Fonte na Construção da Notícia: o caso do Movimento dos Trabalhadores Sem-
Terra (MST). Disponível em: http://www.hapaxmedia.net/ibercom/pdf/ReisMeloPaula.pdf.
5- Banditismo do MST.youtube.com 6 min. - 20 abr. 2009 - Vídeo enviado por alex46rs
6- Questão Agrária no Brasil. Disponível em: http://www.brasilescola.com/brasil/questão-agraria-no-brasil.






 

 














QUESTÕES NORTEADORAS

1- Tendo como base o vídeo “Banditismo do MST”, construa uma hipótese sobre os motivos que antecederam, isto é, desencadeou o confronto entre o MST e os seguranças da fazenda.

2- Ainda que produtivo, o latifúndio devem ser preservado? Ou é um mal para a democracia?
3- Reforma Agrária não é só doação de terra! Justifique esta afirmação.
4- Qual a sua avaliação sobre os métodos do MST? Trata-se de uma ação ou de uma reação ao descaso das autoridades?

5- Como fazer uma verdadeira Reforma Agrária no Brasil?



FICHA AVALIATIVA

PARABENIZO--------------------------------------------------------------------------
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CRITICO---------------------------------------------------------------------------------
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SUGIRO-----------------------------------------------------------------------------------
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